Catarina de Bragança

Disambig grey.svg Nota: Se procura outra Catarina de Bragança, veja Catarina de Portugal, duquesa de Bragança 22.
Catarina
Retrato por Peter Lely, c. 1663–1665
Rainha Consorte da Inglaterra,
Escócia e Irlanda
Reinado 23 de abril de 1662
a 6 de fevereiro de 1685
Predecessora Henriqueta Maria de França
Sucessora Maria de Módena
 
Nascimento 25 de novembro de 1638
  Paço Ducal de Vila Viçosa, Portugal
Morte 31 de dezembro de 1705 (67 anos)
  Palácio da Bemposta, Lisboa, Portugal
Sepultado em Panteão da Dinastia de Bragança, Igreja de São Vicente de Fora, Lisboa, Portugal
Nome completo Catarina Henriqueta
Marido Carlos II de Inglaterra
Casa Bragança (por nascimento)
Stuart (por casamento)
Pai João IV de Portugal
Mãe Luísa de Gusmão
Religião Catolicismo
Assinatura Assinatura de Catarina
Brasão

Catarina Henriqueta (Vila Viçosa, 25 de novembro de 1638Lisboa, 31 de dezembro de 1705) foi a esposa do rei Carlos II e Rainha Consorte do Reino da Inglaterra, Reino da Escócia e Reino da Irlanda de 1662 até 1685. Era filha de D. João IV, primeiro rei da Casa de Bragança em Portugal, e sua esposa Luísa de Gusmão.

Catarina não foi uma rainha popular na Inglaterra por ser católica, o que a impediu de ser coroada. Ela era um objeto especial de ataque pelos inventores da Trama Papista. Sem posteridade, deixou à Inglaterra a geleia de laranja, o hábito de beber chá, além de lá ter introduzido o uso dos talheres e do tabaco.[1]

Sua posição era difícil, teve três abortos e não produziu herdeiros.[2] Seu marido Carlos continuava a ter filhos de suas amantes, mas insistia em que ela fosse tratada com respeito e recusou divorciar-se. Chegou mesmo a ser acusada de maquinar a morte do marido por sugestão do pontífice e outros príncipes católicos.

Enviuvando em 16 de fevereiro de 1685, Catarina permaneceu em Inglaterra durante o reinado do cunhado Jaime II e regressou a Portugal no reinado conjunto de Guilherme III e Maria II, depois da Revolução Gloriosa, instalando-se no Palácio da Bemposta, onde morreu em 1705, aos 67 anos.

Primeiros anos

A infanta Catarina de Portugal em traje da época típico da corte portuguesa, retrato atribuído a Dirk Stoop, 1660-1661.

Catarina nasceu no Paço Ducal de Vila Viçosa, como a segunda filha sobrevivente de João, 8º Duque de Bragança e sua esposa Luísa de Gusmão.[3] Após a Guerra da Restauração Portuguesa, seu pai foi aclamado rei D. João IV de Portugal, em 1 de Dezembro de 1640. Apesar da luta contínua de seu país contra a Espanha, Catarina desfrutou de uma infância feliz e contente em sua amada Lisboa.

Comumente considerada o poder por trás do trono, a rainha Luísa de Gusmão também era uma mãe devotada que se interessava ativamente pela educação de seus filhos e supervisionava pessoalmente a educação de sua filha. Acredita-se que Catarina passou a maior parte de sua juventude em um convento perto do palácio real, onde permaneceu sob o olhar atento de sua mãe protetora.[4] A irmã mais velha de Catarina, Joana, Princesa da Beira, morreu em 1653, deixando Catarina como a filha mais velha sobrevivente de seus pais. Seu marido foi escolhido por Luísa de Gusmão, que atuou como regente de seu país após a morte de seu marido em 1656.[2]

Casamento

Dois anos depois de aclamar, D. João IV, querendo fortificar e robustecer a soberania e a independência, procurava alianças: um dos meios era casar os filhos com príncipes e princesas estrangeiros. Catarina nem tinha oito anos e já se tratava de a casar com D. João d'Áustria, bastardo de Filipe IV de Espanha; houve ideias de a casar com o duque de Beaufort, neto de Henrique IV de França por bastardia. As negociações ficaram sem resultado. Pensou-se no casamento com Luís XIV, laço habilmente preparado pelo cardeal Mazarino para conseguir, via Portugal, obrigar a Espanha a fazer a paz com a França.Em vida de D. João IV se trataram destas negociações com actividade, chegando a vir a Lisboa o embaixador francês conde de Cominges. Mazarino, servindo-se do engodo da promessa deste casamento, trouxe Portugal iludido, abandonando-o depois, assinando a paz com a Espanha e o contrato do casamento do rei com a infanta espanhola D. Maria Teresa de Áustria. Em 1661, sendo regente a rainha D. Luísa de Gusmão na menoridade de Afonso VI de Portugal, tratou-se novamente do casamento da infanta D. Catarina, sendo escolhido Carlos II de Inglaterra.

Em 18 de agosto de 1661 a rainha declarou em cortes o contrato nupcial, aprovado pelo Conselho de Estado. Seguiu-se um contrato de paz, com artigos muito curiosos, publicado no Gabinete histórico, de Frei Cláudio da Conceição, tomo V. Eram entregues à Inglaterra a cidade e a fortaleza de Tânger com tudo quanto lhe pertencesse e a ilha de Bombaim na Índia Oriental, com todas as suas pertenças e senhorios, para ficarem daquele porto mais prontas as suas armadas para socorro das praças do Portugal na Índia.

O contrato foi assinado por el-rei com todas as cerimónias legais da Inglaterra a 23 de junho de 1661, e pelo embaixador Conde da Ponte e Marquês de Sande, Francisco de Melo e Torres, que regressou a Portugal, onde foi recebido com muita satisfação pela regente, e com muito desgosto da parte do povo, pela entrega de Tânger e Bombaim.

Cortejo Real no Terreiro do Paço, 23 de Abril de 1662.

Em 28 de abril de 1662 recebeu-se em Lisboa a notícia da realização do contrato, e pouco depois chegou a armada inglesa, que devia conduzir a seu bordo a nova rainha. O general comandante era Eduardo de Montaigne, Conde de Sandwich, revestido com o caráter de embaixador extraordinário. Ela partiu acompanhada do Marquês de Sande, do Conde de Pontével, Nuno da Cunha, Francisco Correia da Silva, e pessoas da corte. Antes de embarcar todos se dirigiram à Sé, onde se celebrou missa solene e Te-­Deum. Houve salvas da artilharia, repiques de sinos, pomposos ornatos nas ruas por onde passava o cortejo, o som das trombetas, charamela e outros instrumentos, tudo contribuía para abrilhantar a festa dos desposórios reais. Finalmente, a nova rainha entrou no bergantim real, adornado com magnificência, e navegou para bordo da nau capitania Grão-Carlos. Acompanharam as damas D. Elvira de Vilhena, condessa de Pontével, e D. Maria de Portugal, condessa de Penalva.

Carlos II de Inglaterra e Dona Catarina de Bragança (gravura holandesa, 3.º quartel do século XVII).

A armada chegou a Portsmouth a 14 de maio de 1662 e ali a esperava o Duque de Iorque, irmão de Carlos II, futuro Jaime II. A rainha, sentindo-se um pouco indisposta, conservou-se alguns dias na cidade. Depois da sua chegada, ela casou em duas cerimónias - uma católica, em segredo, e uma anglicana, em público, - no dia 21 de maio. No gabinete histórico, já citado, à pág. 160, vem a descrição do real consórcio, mas parece ter havido engano nas datas, pois a cerimónia se realizou a 22, segundo artigo publicado no Daily News que o Diário de Notícias transcreveu. Nele se diz que na última viagem a Inglaterra o rei Dom Carlos mostrou desejos de ver os registos da igreja de São Tomás, de Portsmouth, onde está o assentamento do enlace — na igreja de Domus Dei, local onde hoje está a Garrison Church. Houve alteração no programa da viagem, e el-rei teve de partir para Londres antes do dia destinado à sua visita na paróquia de S. Tomás.

O vigário e os outros funcionários da igreja resolveram então mandar uma excelente copia da certidão, feita em 1880, e pertencente ao museu de Portsmouth, foi tirada fiel reprodução. A certidão reza: «O nosso augusto Soberano Lorde Carlos II, pela Graça de Deus, rei da Grã-Bretanha, França e Irlanda, Defensor da Fé e a Ilustríssima Princesa D. Catarina, Infanta de Portugal, filha do falecido D. João IV, e irmã de D. Afonso, presente rei de Portugal, foram casados em Portsmouth na quinta feira, vigésimo segundo dia de Maio, do ano do N. Sr. de 1662, 14.º do reinado de SM, pelo R. R. F. in G. Gilbert, Bispo Lorde de Londres, Deão da Real Capela de Sua Majestade na presença de grande parte da nobreza dos domínios de Sua Majestade e da de Portugal.»

A 30 de setembro do citado ano de 1662 entraram os esposos em Londres, acompanhados de numeroso séquito, que incluía por parte da comitiva portuguesa, vistosos e numerosos músicos e jograis entre os quais 10 tocadores de charamelas e 12 tocadores de gaitas-de-fole, que eram preferência da rainha.Todas estas pessoas desembarcaram numa ponte que se organizara junto do paço, onde os esperavam a rainha-mãe, e toda a corte e nobreza da Grã‑Bretanha. Houve esplêndidas festas e vistosas iluminações.

O casamento havia sido negociado em Londres por Francisco de Melo e Torres. Em ambiente hostil, manteve a sua fé e conseguiu que o seu marido abjurasse do anglicanismo numa cerimónia particular.

Vida como rainha

Catarina não foi uma rainha popular na Inglaterra por ser católica, o que a impediu de ser coroada. Sem posteridade, deixou à Inglaterra a geleia de laranja, o hábito de beber chá, além de lá ter introduzido o uso da faca, a marmelada[1] e o tabaco. Antes de Catarina de Bragança, a aristocracia britânica comia com os dedos, o que chocou-a. A faca foi usada para cortar a comida de pedaços grandinhos de comida enquanto a colher servia para molhos ou pudins.[1] A sua responsabilidade pela introdução do chá é disputada já que no ano de 1657, Thomas Garraway o vendia na sua loja de café em Londres na Exchange Alley. Isto aconteceu num período em que a East India Company estava a vender abaixo dos preços dos Holandeses e o anunciava como uma panaceia para a apoplexia, catarro, cólica, tuberculose, tonturas, epilepsia, pedra, letargia, enxaquecas, parálise e vertigem. O hábito de beber chá já existiria, Catarina apenas o transformou na "instituição" que hoje conhecemos por "five o'clock tea".

Rainha Catarina
Peter Lely. Na Royal Collection

Em Londres, estavam reservados grandes desgostos à rainha porque D. Catarina reconheceu em seu marido carácter muito diferente do que lhe afirmaram. Julgava-o um homem sério e virtuoso, mas era, ao contrário, libidinoso. Em solteiro se entregara sempre a uma vida de libertinagem dissoluta, continuou da mesma forma, casado, sem se coibir, dando nenhuma importância à mulher, chegando ao ponto de nomear para dama da rainha sua amante, Barbara Palmer, que depois elevou a Duquesa de Cleveland. O procedimento deu origem a graves discórdias, de que resultou o rei nunca mais procurar sua mulher nem sequer a cumprimentar quando se encontravam. D. Catarina, fazendo esforço, pretendeu ainda chamá-lo a si, tratando benevolamente a favorita, mas nem assim lhe mereceu consideração. Na Biblioteca da Ajuda, nas colecções dos manuscritos, há sua correspondência com seu irmão D. Afonso VI de Portugal e sua mãe Luísa de Gusmão.

Seu dote trouxe as cidades de Bombaim e Tânger para o domínio britânico, pois Portugal, em busca de apoios contra Filipe IV de Espanha na Guerra da Restauração, a isso se comprometera pelo tratado de paz e aliança assinado em 3 de junho de 1661: obrigava-se o país a pagar dois milhões de cruzados pelo dote da infanta, e transferia para a Inglaterra a posse de Tânger, e do porto e ilha de Bombaim. Além disso, os mercadores ingleses podiam habitar quaisquer praças do reino e gozavam de idênticos privilégios no Rio de Janeiro, na Bahia e em Pernambuco. No caso de os Portugueses recuperarem dos Holandeses a ilha do Ceilão, obrigavam-se a repartir com os Ingleses o trato da canela. Todavia, sua popularidade nos Estados Unidos era bastante elevada. Acarinhada pela população local, em sua homenagem foi dado o nome de Queens a um dos cinco bairros da cidade de Nova Iorque.

Catarina nunca deu à luz um herdeiro, apesar de ter estado grávida três vezes, a última das quais em 1669, ambas terminaram em abortos espontâneos. Sua posição era difícil, já que Carlos continuava a ter filhos de suas amantes, mas insistia em que ela fosse tratada com respeito e recusou divorciar-se. Chegou mesmo a ser acusada de maquinar a morte do marido por sugestão do pontífice e outros príncipes católicos. Como seu irmão, já regente e depois Pedro II de Portugal, mandou como embaixador extraordinário Henrique de Sousa Tavares, marquês de Arronches, fez com que fossem castigados os acusadores, o rei tornou a ter amor e carinho por ela e morreu, ao que se diz, como verdadeiro católico.

Últimos anos

O Palácio da Bemposta, também conhecido como Paço da Rainha, residência final de Catarina.

Enviuvando em 16 de fevereiro de 1685, Catarina permaneceu na Inglaterra durante o reinado do cunhado Jaime II e regressou a Portugal no reinado conjunto de Guilherme III e Maria II, depois da Revolução Gloriosa, instalando-se no Palácio da Bemposta.[5]

Embarcou para Lisboa em 29 de março de 1692 e percorreu França e Espanha, entrando pela província da Beira. Entrou em Lisboa em 20 de janeiro de 1693, recebida entre aclamações do povo, indo D. Pedro II esperá-la ao Lumiar, e conduzi-la ao palácio de Alcântara. Mudou a residência para o palácio do conde de Redondo, a Santa Marta; mais tarde ainda foi morar para o palácio dos condes de Soure à Penha de França, e fixou definitiva residência em Belém, no palácio do conde de Aveiras, hoje, paço Real de Belém, pela compra que dele fez D. João V aos fidalgos. Como desejava ter casa sua, resolveu-se a construí-la. O Campo da Bemposta era pouco povoado, tinha terrenos espaçosos, ar saudável e grandes pontos de vista. Os terrenos para o palácio e para a quinta foram comprados a diversos proprietários. No paço recebeu a rainha viúva a visita de dom Carlos, Duque de Áustria, em 1701. Ali tratava todos os negócios do Estado nas duas vezes em que foi regente do reino; a primeira quando em maio de 1704 D. Pedro II partiu para a Beira, à frente do exército, com o arquiduque de Áustria e das tropas aliadas, para dar começo à guerra da sucessão de Espanha. A segunda, algumas semanas em 1705, por motivo de el-rei ter adoecido gravemente. Legou todos os bens ao rei seu irmão. Na História Genealógica, tomo IV, encontram-se quatro medalhas dedicadas a D. Catarina, reproduzidas na Memória de Lopes Fernandes.

Morreu em Lisboa em 31 de dezembro de 1705 no palácio do Campo Real ou Bemposta. Enterrada no real convento de Belém ou Igreja dos Jerónimos, o seu corpo foi depois trasladado para o panteão dos Braganças em São Vicente de Fora.

Informações do arquivo

Documentos sobre o casamento de Catarina com o rei Carlos II de Inglaterra encontram-se guardados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa.[6]

Galeria

Retratos de Catarina de Bragança
  • Catarina em vestido amarelo;

    Catarina em vestido amarelo;

  • Retrato de Catarina como uma pastora.

    Retrato de Catarina como uma pastora.

  • Catarina em vestido azul;

    Catarina em vestido azul;

  • Retrato de Catarina como Santa Catarina de Alexandria - os três querubins no cantor superior direito representam os três abortos que a rainha teve.[7]

    Retrato de Catarina como Santa Catarina de Alexandria - os três querubins no cantor superior direito representam os três abortos que a rainha teve.[7]

Títulos, estilos e brasão

Títulos e estilos

  • 21 de março de 1871 – 24 de abril de 1900: "Sua Alteza Sereníssima, Catarina de Bragança"
  • 1 de dezembro de 1640 – 23 de abril de 1662: "Sua Alteza Real, a infanta Catarina de Portugal"
  • 23 de abril de 1662 – 6 de fevereiro de 1685: "Sua Majestade, a Rainha"
  • 6 de fevereiro de 1685 – 31 de dezembro de 1705: "Sua Majestade, a Rainha Catarina"

Brasão

Coat of Arms of Catherine of Braganza.svg
Brasão de Catarina como Rainha[8]

Ancestrais

Ancestrais de Catarina de Bragança
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teodósio I, Duque de Bragança
 
 
 
 
 
 
 
João I, Duque de Bragança
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Isabel de Lencastre
 
 
 
 
 
 
 
Teodósio II, Duque de Bragança
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Duarte, 4.º Duque de Guimarães
 
 
 
 
 
 
 
Catarina de Portugal
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Isabel de Bragança
 
 
 
 
 
 
 
João IV de Portugal
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Íñigo Fernandes de Velasco, 4.º Duque de Frias
 
 
 
 
 
 
 
João Fernandes de Velasco, 5.º Duque de Frias
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ana Pérez de Gusmão
 
 
 
 
 
 
 
Ana de Velasco e Girón
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pedro Téllez-Girón, 1.º Duque de Osuna
 
 
 
 
 
 
 
Maria Téllez-Girón
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leonor Pérez de Gusmão
 
 
 
 
 
 
 
Catarina de Bragança
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
João Carlos Pérez de Gusmão, 9.º Conde de Niebla
 
 
 
 
 
 
 
Alonso Pérez de Gusmão, 7.º Duque de Medina Sidónia
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leonor de Sotomayor
 
 
 
 
 
 
 
João Manuel Pérez de Gusmão, 8.º Duque de Medina Sidónia
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rui Gomes da Silva, 1.º Príncipe de Éboli
 
 
 
 
 
 
 
Ana Gomes da Silva
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ana de Mendoza, 2.ª Princesa de Mélito
 
 
 
 
 
 
 
Luísa de Gusmão
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Francisco Gómez de Sandoval, 4.º Marquês de Dénia
 
 
 
 
 
 
 
Francisco Gómez de Sandoval, 1.º Duque de Lerma
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Isabel de Borja
 
 
 
 
 
 
 
Joana Lourença Gómez de Sandoval
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
João de la Cerda, 4.º Duque de Medinaceli
 
 
 
 
 
 
 
Catarina de la Cerda
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Joana de Noronha
 
 
 
 
 
 

Referências

  1. a b c Hilly (6 de novembro de 2015). «Queen Catherine of Braganza». The History Guide (em inglês). Consultado em 13 de outubro de 2019 
  2. a b Kenneth J. Panton; Kenneth John Panton (24 de fevereiro de 2011). Historical Dictionary of the British Monarchy. [S.l.]: Scarecrow Press. pp. 90–91. ISBN 978-0-8108-5779-7. Consultado em 15 de julho de 2012 
  3. Laufer (1999)
  4. Heidi Murphy. «Biographies of Great Men & Women of England, Wales and Scotland». Britannia.com. Consultado em 21 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 12 de dezembro de 2013 
  5. «Catarina (D.).». Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico. pp. 948–949. Consultado em 23 de outubro de 2011 
  6. «Casamento de D. Catarina de Bragança com Carlos II de Inglaterra». Consultado em 7 de junho de 2022 
  7. https://www.wrongsideoftheblanket.com/queen-catherine-of-braganza
  8. Pinches, John Harvey; Pinches, Rosemary (1974). The Royal Heraldry of England. Col: Heraldry Today. Slough, Buckinghamshire: Hollen Street Press. p. 181. ISBN 0-900455-25-X 

Bibliografia

  • 1 - CASIMIRO (Augusto) - DONA CATARINA / DE BRAGANÇA / RAINHA DE INGLATERRA / FILHA DE PORTUGAL / FUNDAÇÃO DA CASA DE BRAGANÇA / PORTUGÁLIA EDITORA / 1956. A Infanta D. Catarina foi rainha de Inglaterra, mulher do rei Carlos II, tendo introduzido na corte inglesa o culto do Chá. Foi regente de Portugal por alguns períodos.
  • Herman, Eleanor (2005). Sex with Kings: 500 Years of Adultery, Power, Rivalry, and Revenge. 'The Contempt of the World': William Morrow Paperbacks. ISBN 0-06-058544-7 
  • Laufer, Guida Myrl Jackson (1999). Women rulers throughout the ages: an illustrated guide. [S.l.]: ABC-CLIO. ISBN 1-57607-091-3 
  • PINTO, Rui Miguel da Costa – “Catarina de Bragança e a Entrega de Tânger”. Callipole. Câmara Municipal de Vila Viçosa. Nº2 (1995)
  • PINTO, Rui Miguel da Costa - A entrega da Praça de Tânger e suas consequências. Lisboa: Academia da Marinha, 2007
  • Plaidy, Jean (1993). The Pleasures of Love: The Story of Catherine of Braganza. [S.l.]: Chivers Large print. ISBN 978-0-7451-7528-7 
  • Plaidy, Jean. (2008). The Merry Monarch's Wife: The Story of Catherine of Braganza. Broadway. ISBN 0-307-34617-X
  • Plaidy, Jean. (2005). The Loves of Charles II: The Stuart Saga. Broadway. ISBN 1-4000-8248-X
  • Lewis, Hilda (2007). Wife to Charles II. [S.l.]: Tempus. ISBN 978-0-7524-3948-8 
  • Koen, Karleen. (2006). Dark Angels. Broadway. ISBN 0-307-33992-0
  • Fraser, Antonia (2002). King Charles II. [S.l.]: Phoenix Paperbacks. ISBN 0-7538-1403-X 
  • Sousa, Manuel E. (1995). Catherine of Braganza. Howell Press Inc. ISBN 978-972-9019-73-9
  • Elsna, Hebe. (1967). Catherine of Braganza : Charles II's Queen. Hale.
  • Mackay, Janet. (1937).Catherine of Braganza. J. Long, Limited; First Edition.
  • Barnes, Margaret Campbell. (1951). With All My Heart: The Love Story of Catherine of Braganza. Macrae-Smith Company.


O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Catarina de Bragança
Catarina de Portugal
Casa de Bragança
Ramo da Casa de Aviz
25 de novembro de 1638 – 31 de dezembro de 1705
Precedida por
Henriqueta Maria de França
Coat of Arms of Catherine of Braganza.svg
Rainha Consorte da Inglaterra, Escócia e Irlanda
23 de abril de 1662 – 6 de fevereiro de 1685
Sucedida por
Maria de Módena


  • v
  • d
  • e
1ª geração
2ª geração
3ª geração
Infanta Leonor, Rainha da Dinamarca • Infanta Maria de Flanders
4ª geração
Infanta Branca, Senhora de Las Huelgas • Infanta Sancha • Infanta Maria • Infanta Constança
5ª geração
Infanta Constança, Rainha de Castela • Infanta Maria, Senhora de Meneses e Orduña • Infanta Isabel, Senhora de Penela • Infanta Constança, Senhora de Portalegre • Infanta Beatriz, Senhora de Lemos
6ª geração
7ª geração
8ª geração
9ª geração
Infanta Filipa • Infanta Maria • Infanta Leonor, Imperatriz Romano-Germânica • Infanta Catarina • Infanta Joana, Rainha de Castela e Leão • Infanta Isabel, Rainha de Portugal • Infanta Beatriz, Senhora de Ravenstein • Infanta Filipa de Coimbra • Infanta Isabel, Rainha de Castela e Leão • Infanta Beatriz, Duquesa de Viseu • Infanta Filipa, Senhora de Almada
10ª geração
Joana, Princesa de Portugal • Infanta Leonor, Rainha de Portugal • Infanta Isabel, Duquesa de Bragança • Infanta Catarina de Viseu
11ª geração
12ª geração
13ª geração
14ª geração
Infanta Ana, Rainha de França* • Infanta María* • Infanta Maria Ana, Imperatriz Romano-Germânica* • Infanta Margarida Francisca*
15ª geração
Infanta Margarida Francisca* • Infanta Margarida Maria Catarina* • Infanta Maria Eugénia* • Infanta Isabel Maria Teresa* • Infanta Maria Ana Antónia* • Infanta Maria Teresa, Rainha da França* • Joana, Princesa da Beira • Infanta Catarina, Rainha da Inglaterra, Escócia e Irlanda
16ª geração
17ª geração
18ª geração
19ª geração
Infanta Mariana Vitória, Infanta da Espanha • Infanta Maria Clementina • Infanta Maria Isabel
20ª geração
21ª geração
22ª geração
Infanta Maria*** • Infanta Maria Ana, Princesa da Saxónia*** • Infanta Antónia, Princesa de Hohenzollern*** • Infanta Maria da Glória*** • Infanta Maria Teresa, Princesa Carlos Luís de Thurn e Taxis • Infanta Isabel Maria, Princesa de Thurn e Taxis • Infanta Maria Benedita • Infanta Mafalda • Infanta Maria Ana, princesa de Thurn e Taxis • Infanta Maria Antónia, Senhora Sidney Chanler • Infanta Filipa • Infanta Maria Adelaide, Senhora Nicolaas van Uden
23ª geração
Nenhuma
24ª geração
Infanta Maria Ana*** • Infanta Maria Francisca
*também infanta de Espanha
**também princesa imperial do Brasil
***também princesa de Saxe-Coburgo-Gota, duquesa na Saxônia
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